Vida sonhada, vida vivida, vida esperada, vida sentida, vida almejada, vida sofrida. Rodeada de medos, de preconceitos cheios de conceitos. Medo dos papéis repleto de números que recebo no final do mês, dos meninos nas esquinas que me cumprimentam com as mãos estendidas, medo que a tinta vermelha respingue sobre minha camisa ou sobre minha bandeira branca, medo de luzes que caem do céu, medo do sol que parece ficar maior a cada primavera que passa, medo das primaveras que nunca chegam carregadas de flores, mas acrescentando rugas na testa, primaveras essas que carregam presentes em forma de responsabilidade.
Às vezes amanheço sem saber como devo comportar-me com fulano, se devo olhar para beltrano e o que devo sentir por sicrano. As dúvidas não são somente quanto ao que devo vestir, mas também se tenho que partir ou simplesmente sentir quando devo mentir. Mentiras presentes até na tal liberdade que deixou de ser possibilidade. Com liberdade fazemos somente o que temos na mente coisa que não acontece comumente.
Essa é a realidade na qual ando pensando, porém estando, fazendo, querendo e às vezes esquecendo de seguir sonhando. Percebo muitos com a minha idade, muitos com o meu nome, muitos com o mesmo tique nervoso, e até a vergonha de ser diferente, sem estar contente por não ser o Ser que queria e deveria ser.
Eu queria um mundo com muita alegria na vida da gente, um mundo diferente com somente gente contente e sorridente, porque ser feliz é o sonho de toda gente.
Texto escrito para uma cadeira da faculdade: LING PORTUGUESA SEMANTICA
04/06/2009 23:45
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